quarta-feira, 25 de abril de 2012

O que é mito


”.[1] O mito no dicionário: Mito sm. 1. Relato sobre o seres e acontecimentos imaginários acerca dos primeiros tempos ou de épocas heróicas 2. Narrativa de significação simbólica, transmitida de geração em geração dentro e determinado grupo, e considerada verdadeira por ele. 3.Idéia falsa, que distorce a realidade ou não corresponde a ela. 4.Pessoa fato ou coisa real valorizados pela imaginação popular, pela tradição, etc. 5. Fig. Coisa ou pessoa fictícia, irreal; fábula.

Os mitos diferenciam-se dos contos de fadas por referirem-se a um tempo diferente do tempo comum (contos tradicionais). A seqüência do mito é extraordinária, desenvolvida num tempo anterior ao nascimento do mundo convencional.
O mito é o primeiro pilar da cultura ocidental. A mitologia é a criação de explicações fantasiosas acerca dos formidáveis fenômenos repetitivos, na natureza e na vida humana. As perguntas espantosas que os povos sempre se fizeram obtiveram, de início, um tratamento mitológico. O que é a vida? De onde viemos? Para onde vamos? Por que a dor, a guerra, a morte? Por que a natureza ruge? O que é o universo? Há seres fantásticos, supra-humanos, divinos? Por que a maldade? Como o mundo começou? Acabará um dia? Quando? Como é que as coisas acontecem? O que faz as coisas se desenvolverem? O conhecimento mítico é de baixa qualidade, sabemos hoje. Explica mal todos esses fenômenos que interroga. No entanto, o mito é o princípio fundaste  necessário para que se estabeleça o conhecimento.


O mito do lobisomem
Quando uma mulher tem 7 filhas e o oitavo filho é homem, esse menino será um Lobisomem. Também o será, o filho de mulher amancebada com um Padre.
Sempre pálido magro e orelhas compridas, o menino nasce normal. Porém, logo que ele completa 13 anos, a maldição começa.
Na primeira noite de terça ou sexta-feira, depois do aniversário, ele sai à noite e vai até uma encruzilhada. Ali, no silêncio da noite, se transforma em Lobisomem pela primeira vez, e uiva para a lua.
Daí em diante, toda terça ou sexta-feira, ele corre pelas ruas ou estradas desertas com uma matilha de cachorros latindo atrás. Nessa noite, ele visita, 7 partes da região, 7 pátios de igreja, 7 vilas e 7 encruzilhadas. Por onde passa, açoita os cachorros e apaga as luzes das ruas e das casas, enquanto uiva de forma horripilante.
Antes de o Sol nascer, quando o galo canta, o Lobisomem volta ao mesmo lugar de onde partiu e se transforma outra vez em homem. Quem estiver no caminho do Lobisomem, nessas noites, deve rezar três Ave-Marias para se proteger.
Para quebrar o encanto, é preciso chegar bem perto, sem que ele perceba, e bater forte em sua cabeça. Se uma gota de sangue do Lobisomem atingir a pessoa, ela também vira Lobisomem.



Reflexão: A diferença entre a “Filosofia” e “Filosofia de Vida”.


Reflexão: A diferença entre a “Filosofia” e “Filosofia de Vida”.

A filosofia é uma atividade reflexiva, pensamento entendido como aquilo que é produzido pelo razão, ela é entendida pelos gregos como aquilo que nos faz colocar em xeque a ordem das coisas.
A filosofia é ciência, conhecimento das coisas pelas causas, pelas razões: a saber, como ciência, nos diz que a coisa conhecida não só é assim, como nos aparece, mas tem de ser necessariamente assim. E distingue-se do saber torna conhecido, da opinião, que nos diz que as coisas conhecidas estão de uma determinada maneira, mas não dá a razão pela qual estão necessariamente assim. Daí o saber torna conhecido, a opinião, não ser estável e segura, mesmo quando verdadeira. A filosofia, portanto, ainda que coincida, materialmente, com o assim chamado bom senso, senso comum, no qual pertence à opinião, dele formal e essencialmente se diferencia pela sua certeza absoluta. Em suma, a filosofia tem como tarefa delimitar uma concepção mínima de racionalidade.
A filosofia é uma atividade reflexiva, pensamento entendido como aquilo que é produzido pelo razão, ela é entendida pelas gregos como aquilo que nos faz colocar em xeque a ordem das coisas.
Filosofia de vida significa um “sistema pessoal de idéias e sentimentos a respeito do universo e do mundo”. Cada ser humano, em maior ou menor grau, tenha ou não consciência deste fato, possui uma concepção própria acerca da vida, do mundo, do universo.
O homem comum faz sua filosofia de vida, o filósofo propriamente dito é um especialista. Mas o especialista filósofo é diferente dos outros especialistas (como o físico ou o matemático). Por exemplo, quando observamos o estudioso de trigonometria, podemos bem pensar que grande parte dos homens não precisa se ocupar com esse assunto. No entanto, o mesmo não acontece com o objeto de estudo do filósofo, cujo interesse se estende a qualquer homem.
Todos têm diferentes filosofias de vida, quando preferimos morar em casa e não em apartamento, quando deixamos o emprego bem pago por outro não tão bem remunerado, porém mais atraente, ou quando escolhemos o colégio onde estudar. Há valores que entram em jogo aí. Se escolho um "colégio fraco para passar de ano e ter tempo para passear", ou se, ao contrário, prefiro um "colégio forte para me preparar para o vestibular", ou, ainda dentro dessa última opção, "um bom colégio para ter um contato melhor com o mundo da cultura e abrir as possibilidades de autoconhecimento", é preciso reconhecer que existem critérios bem diferentes fundamentando tais decisões.

Dilamar Nunes.